
Petrobras pode ganhar margem para reajuste com isenção de PIS/Cofins, diz CEO
Declaração da presidente da Petrobras indica possível flexibilização nos preços de combustíveis; ação PETR4 opera em alta no pregão com investidores atentos ao projeto no Congresso
A Petrobras (BOV:PETR3) (BOV:PETR4) voltou ao centro das atenções do mercado financeiro nesta terça-feira (28/04), após a presidente Magda Chambriard sinalizar que a possível aprovação de um projeto de lei que prevê a utilização de receitas extraordinárias do petróleo para reduzir tributos sobre combustíveis pode abrir espaço para reajustes nos preços praticados pela companhia.
Segundo a executiva, a eventual isenção de tributos como PIS/Cofins pode funcionar como um “amortecedor” na cadeia de preços, permitindo ajustes por parte de produtores e importadores sem impacto direto ao consumidor final. Na prática, isso poderia preservar a política de paridade internacional da estatal e, ao mesmo tempo, reduzir pressões inflacionárias — um ponto sensível tanto para o governo quanto para investidores.
A fala ocorre em um momento estratégico para a Petrobras, que vem equilibrando sua política de preços entre o alinhamento ao mercado internacional e demandas políticas internas. A possibilidade de desoneração tributária surge como uma alternativa para manter a atratividade da companhia na bolsa de valores, especialmente diante de um cenário global de volatilidade nos preços do petróleo.
“A gente olha para o preço de paridade internacional, seguimos a tendência do preço internacional, e acreditamos que essa isenção de PIS/Cofins é suficiente para nós em termos de resposta ao nosso investidor”, afirmou Chambriard durante evento em Duque de Caxias (RJ).
Apesar do sinal positivo, a executiva reforçou que qualquer movimento concreto dependerá do andamento do projeto no Congresso Nacional. Caso a proposta não avance, a companhia poderá precisar buscar outras estratégias para lidar com eventuais pressões de preços.
No pregão desta terça-feira (28/04), as ações da Petrobras registram desempenho positivo. Os papéis preferenciais PETR4 (BOV:PETR4) são negociados a R$ 47,67, alta de 0,63%, após abrirem o dia a R$ 47,65. Durante a sessão, os ativos oscilaram entre mínima de R$ 47,46 e máxima de R$ 48,04, refletindo a atenção dos investidores às declarações da companhia e ao cenário político.
O volume negociado já ultrapassa 22 milhões de ações, indicando forte participação do mercado diante das possíveis mudanças na dinâmica de precificação dos combustíveis.
A Petrobras (BOV:PETR3; BOV:PETR4) é uma das maiores empresas de energia do mundo, com atuação integrada no setor de óleo e gás. A companhia opera em toda a cadeia produtiva — da exploração e produção ao refino, transporte e distribuição. Entre seus principais concorrentes estão gigantes globais do setor energético, além de empresas independentes que atuam no mercado brasileiro.
O avanço do projeto de desoneração pode representar um ponto de inflexão relevante para a Petrobras, impactando diretamente suas margens, política de preços e percepção de risco na bolsa de valores. Para o investidor, acompanhar esse movimento será essencial para avaliar oportunidades em PETR4.
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