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Câncer de testículo concentra mais de 60% das mortes entre jovens no Brasil; saiba como identificar

Entenda os riscos da doença que atinge homens em idade produtiva e por que o diagnóstico precoce garante até 95% de chances de cura

O câncer de testículo se consolidou como o segundo tumor mais incidente no mundo entre homens de 20 a 39 anos, registrando 38.665 novos casos em 2022. De acordo com dados da Agência Internacional para Pesquisa do Câncer da Organização Mundial da Saúde (IARC/OMS), a doença supera em diagnóstico outros tipos de câncer relevantes para essa faixa etária, como as leucemias, linfomas e o câncer colorretal. No Brasil, o cenário preocupa pela concentração de óbitos em pacientes jovens. Segundo o Sistema de Informações de Mortalidade do Ministério da Saúde, o país registrou 527 mortes pela doença em 2024. Desse total, 61,67% das vítimas tinham entre 20 e 39 anos, reforçando o impacto severo da patologia na população masculina em plena idade produtiva.




As perspectivas para o triênio de 2026 a 2028 indicam a ocorrência de até 2.000 novos casos anuais no Brasil

Foto: Canva Fotos / Perfil Brasil

A distribuição dos óbitos no território brasileiro revela que 76,66% das mortes ocorrem em homens com até 49 anos. A maior concentração de fatalidades está na faixa dos 20 aos 29 anos, que somou 190 registros no último levantamento. Regionalmente, o Sudeste concentra o maior número absoluto de mortes, com o estado de São Paulo respondendo por quase 23% do total nacional. O urologista e cirurgião oncológico Gustavo Cardoso Guimarães, diretor do Instituto de Urologia, Oncologia e Cirurgia Robótica (IUCR), ressalta a importância da atenção aos sintomas. “Os dados chamam atenção, principalmente, porque estamos falando de uma doença que tem entre 90% e 95% de chances de cura quando diagnosticada e tratada precocemente”, afirma o médico, que também coordena departamentos cirúrgicos na BP.

Diferente de outros tumores que surgem com o envelhecimento, o câncer de testículo ataca justamente o público que menos costuma frequentar serviços de saúde. O principal sinal de alerta é a presença de um nódulo endurecido e indolor no testículo. Outros sintomas incluem sensação de peso no escroto, dor na virilha ou no abdome e alterações hormonais. O diagnóstico precoce é fundamental, mas muitos homens retardam a busca por ajuda ao confundir os sinais com traumas esportivos ou infecções comuns. O tratamento inicial geralmente envolve a cirurgia de retirada do testículo afetado, procedimento que possui funções terapêuticas e diagnósticas essenciais para a recuperação do paciente.

As perspectivas para o triênio de 2026 a 2028 indicam a ocorrência de até 2.000 novos casos anuais no Brasil. Embora a mortalidade global seja considerada baixa devido ao alto potencial de cura, o desfecho positivo depende diretamente da agilidade na identificação do tumor. Avanços na medicina permitem que, além da cura, o paciente mantenha sua qualidade de vida, com opções de próteses para reabilitação estética e estratégias para preservar a fertilidade. Ampliar o conhecimento sobre os sinais iniciais e facilitar o acesso ao urologista são as medidas mais eficazes para reduzir o peso desta doença entre os jovens brasileiros e manter os índices de sobrevivência elevados.

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