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Dólar fecha em queda, com apoio do petróleo e cautela antes de decisões de juros no Brasil e nos EUA

Na segunda-feira (27/04), o dólar comercial (FX:USDBRL) encerrou o dia em leve queda de 0,34%, cotado a R$ 4,9827, refletindo um cenário externo mais favorável às moedas emergentes e alguma entrada de fluxo para países exportadores de commodities. Apesar do movimento de baixa, o ritmo foi moderado, com o mercado ainda operando em compasso de espera diante de eventos relevantes ao longo da semana. A divisa oscilou ao longo do dia, mas encontrou suporte próximo ao nível dos R$ 4,98, em linha com a cautela dos investidores que evitam posições mais agressivas antes de decisões importantes de política monetária.

No ambiente doméstico, o dólar perdeu força, mas sem grandes movimentos, já que o mercado adotou uma postura mais defensiva antes de uma agenda carregada. Os investidores estão atentos à divulgação do IPCA-15 na terça-feira (28/04) e, principalmente, às decisões do Comitê de Política Monetária e do Federal Reserve na quarta-feira (29/04). A Pesquisa Focus reforçou a expectativa de corte de 0,25 ponto percentual na Selic, enquanto, no cenário norte-americano, a projeção majoritária indica manutenção dos juros. Esse diferencial de expectativas mantém o fluxo cambial relativamente equilibrado, evitando quedas mais acentuadas da moeda.

No exterior, o dólar apresentou fraqueza frente a outras moedas, com o índice DXY (CCOM:DXY) recuando 0,15%, aos 98,495 pontos. O movimento foi influenciado pelo aumento das tensões no Oriente Médio, especialmente pela falta de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã e a manutenção de restrições no Estreito de Ormuz. Esse cenário impulsionou o petróleo Brent (CCOM:OILBRENT), que avançou 2,75%, elevando a atratividade de moedas de países exportadores de commodities, como o Brasil. Na prática, o enfraquecimento global do dólar abriu espaço para o real se valorizar, ainda que de forma contida.

No mercado futuro, o contrato mais líquido de dólar para maio (BMF:DOLFUT | BMF:WDOFUT) encerrou em queda mais suave, de 0,19%, aos R$ 4,9860, mostrando uma leve diferença em relação ao dólar à vista. Esse descolamento indica uma precificação mais conservadora por parte dos investidores, que embutem nos contratos futuros a incerteza em torno das decisões de juros e do cenário externo. A curva futura segue relativamente estável, refletindo um mercado que prefere aguardar maior clareza antes de ajustar posições de forma mais incisiva.

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