
Expedition 33 é “ótimo exemplo” de como o Xbox Game Pass pode impulsionar vendas, diz analista
Clair Obscur: Expedition 33 cruzou a marca de 8 milhões de cópias vendidas no primeiro ano de vida, um número que levantou sobrancelhas no mercado não só pelo volume, mas pelo perfil do jogo, pois trata-se uma estreia de um estúdio desconhecido, num gênero de RPG por turnos que raramente estoura no mainstream sem o respaldo de nomes como Final Fantasy, Persona ou Pokémon. Para o analista Mat Piscatella, diretor sênior da Circana e referência em análise do mercado de games, uma parte considerável desse desempenho tem nome: Xbox Game Pass.
A Sandfall Interactive anunciou recentemente o feito. O jogo chegou ao Xbox Game Pass no próprio dia de lançamento e permanece no catálogo do serviço até hoje. Na leitura de Piscatella, essa presença na assinatura da Microsoft, longe de canibalizar as vendas, funcionou como um vetor de alcance para um título que, de outra forma, poderia ter ficado restrito a um nicho menor de jogadores.
“Clair Obscur: Expedition 33 é um ótimo exemplo de um jogo cujo potencial de vendas provavelmente aumentou devido à sua inclusão em um serviço de assinatura”, escreveu Mat Piscatella no Bluesky.
A discussão sobre se serviços de assinatura como o Xbox Game Pass ou o PlayStation Plus Premium prejudicam ou impulsionam as vendas de jogos é antiga e não tem resposta única. No caso da Sandfall Interactive, o raciocínio faz sentido, pois o estúdio era completamente desconhecido do grande público, e o jogo não carregava nenhuma franquia estabelecida para abrir portas. A barreira de entrada reduzida, proporcionada pela assinatura, pode ter sido o fator que expôs milhões de jogadores a um título que, de outra forma, teriam ignorado na hora de decidir onde gastar o dinheiro.
O analista não está sozinho ao observar esse fenômeno. Sea of Thieves e Sea of Stars são outros exemplos de jogos que se tornaram grandes sucessos comerciais mesmo estreando direto no Game Pass. Nem todo desenvolvedor enxerga os serviços de assinatura com os mesmos olhos.
Swen Vincke, diretor de Baldur’s Gate 3 e fundador da Larian Studios, já deixou claro publicamente que seus jogos jamais estarão disponíveis em plataformas de assinatura. Para ele, a relação direta entre desenvolvedor e jogador é inegociável. “Direto do desenvolvedor para os jogadores é o caminho”, afirmou Vincke em declaração anterior.
Fonte: GamesRadar
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