
Jogos de Hideo Kojima e Hidetaka Miyazaki se destacam entre os AAA por suas “visões únicas”, diz Shuhei Yoshida
Hidetaka Miyazaki e Hideo Kojima são, segundo o ex-presidente da Sony Interactive Entertainment Worldwide Studios, as únicas exceções no mercado AAA em que se consegue, de fato, sentir a visão de um único criador por trás do jogo. A declaração foi dada por Shuhei Yoshida em entrevista ao GameSpot, na qual ele discutiu seu crescente apreço por jogos indie e os problemas estruturais que, na visão dele, sufocam a criatividade nos grandes estúdios.
“Você consegue sentir a visão do desenvolvedor nos jogos indie porque os desenvolvedores indie não precisam pedir aprovações”, disse Yoshida. O ex-executivo, que foi um dos principais defensores da presença de jogos independentes no ecossistema PlayStation durante seu período na empresa, completou: “Eu costumava trabalhar em uma grande empresa na PlayStation, e mesmo que os desenvolvedores e estúdios sejam autorizados a propor quais jogos fazer, há muitas pessoas envolvidas.”
Essa dinâmica, segundo ele, torna quase impossível identificar um autor por trás dos grandes lançamentos. “É muito difícil saber quem é o criador”, afirmou, apontando as exceções pelo nome:
“Talvez o Kojima-san seja uma exceção, ou talvez o Miyazaki-san, você consegue perceber que são as visões deles quando joga os jogos deles, mas a maioria dos outros títulos AAA são uma visão coletiva. Não é a visão de uma única pessoa.”
A lógica por trás dessa liberdade autoral não é difícil de entender. Hideo Kojima construiu uma reputação décadas ao longo da saga Metal Gear Solid, capital que lhe permitiu lançar Death Stranding, um jogo centrado em caminhar, entregar encomendas e, eventualmente, disparar, sem que ninguém apontasse para o absurdo da proposta.
Hidetaka Miyazaki, por sua vez, lançou seus jogos num momento em que títulos hardcore estavam se tornando raros no mercado AAA, criando praticamente do zero o gênero souls-like. O tamanho de Elden Ring hoje é, em grande parte, o resultado de uma longa trajetória de sucesso na criação de jogos adorados
O problema é que, para a maioria dos grandes estúdios, o caminho conservador virou questão de sobrevivência. A fonte aponta que um jogo do porte de Marvel’s Spider-Man 2 precisaria vender 7,2 milhões de cópias só para empatar financeiramente, e nesse cenário, correr riscos criativos não é uma opção óbvia. O resultado é uma homogeneização que Yoshida sente de forma bastante clara no dia a dia como consumidor.
Para o ex-presidente da SIE, são os desenvolvedores independentes que puxam o setor para frente. “Eles são muito entusiastas com determinado assunto, mesmo que ninguém pareça estar interessado naquele momento, mas depois de três anos, aquilo pode se tornar a coisa mais nova e empolgante”, explicou Yoshida. Segundo ele, os grandes estúdios AAA são “grandes fãs de muitos desses designers” e buscam os jogos indie como fonte de inspiração.
Fonte: GamesRadar
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