
Quem é o estudante de Direito da USP que desapareceu ao lutar pela Ucrânia na guerra contra a Rússia
Jovem está na Ucrânia desde o ano passado, segundo a fundadora e presidente do grupo de extensão Nexo Governamental XI
Igor de Aguiar Amazonas, de 23 anos, desapareceu após ir para a Ucrânia para defender o país na guerra contra a Rússia. O rapaz é estudante de Direito da Universidade de São Paulo (USP) e não há notícias dele desde o começo de abril.
O brasileiro recebeu o status de “desaparecido em combate” pelas autoridades ucranianas, que notificaram a Embaixada do Brasil em Kiev sobre a situação. Conforme o Itamaraty, o Ministério das Relações Exteriores está em contato com a família do jovem.
Igor fazia parte do grupo de extensão Nexo Governamental XI de Agosto. Ao Terra, fundadora e presidente Liliane Castro, contou que o estudante está na Ucrânia desde junho do ano passado. “Ele era extraordinário, tinha um coração grande e queria mudar o mundo. Sempre foi muito dedicado e inteligente”, afirmou.
Ele também é apontado pelo grupo como um jovem participativo e comprometido. “Desde o início, já no processo seletivo em que tivemos 16% de aprovação dos universitários, ele foi um dos estudantes com melhor resultado e, ao longo de sua trajetória na extensão, confirmou, na prática, a inteligência, a dedicação e a generosidade que chamavam a atenção desde o início”, diz a nota do Nexo.
Durante sua passagem pelo grupo, Igor esteve presente em diferentes frentes, sempre disposto a ajudar no que fosse necessário, atuando na área de Relações Políticas, onde colaborou na organização de eventos. “[Ele] tinha grande entusiasmo pelo Nexo nas Escolas, se envolvendo de forma genuína em tudo o que fazia”, reitera a nota.
“Neste momento de dor, expressamos nossa solidariedade aos familiares, amigos e a todos que conviveram com Igor. Ele deixa saudades, e sua memória permanece como exemplo de dedicação, generosidade e compromisso com a construção de um país melhor”, declarou.
Itamaraty recomenda que brasileiros neguem convite para ingressar em conflitos
Na página de orientações sobre a participação em conflitos armados em outros países, o Itamaraty aponta que tem sido registrado aumento no número de brasileiros que perdem suas vidas nessas situações.
Afirma ainda que a assistência consular pode ser limitada pelos termos dos contratos assinados entre os alistados e as forças armadas de terceiros países.
“Nesse sentido, recomenda-se fortemente que convites ou ofertas de trabalho ou de participação em exércitos estrangeiros sejam recusadas”, diz o Ministério das Relações Exteriores.
**Com informações do Estadão
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