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Silent Hill não é apenas uma cidade: entenda como os jogos estão se passando em outros países

A franquia Silent Hill está voltando com tudo, trazendo projetos de diversos estúdios diferentes. Com essa renovação, também tivemos uma mudança drástica: a franquia agora está se passando nos mais diferentes países. Silent Hill: The Shor Message já havia sido ambientado na Alamanha, e agora Silent Hill f levou a série ao Japão.

No entanto, esse é apenas o começo, com a Konami já afirmando que espera explorar outros países, com Silent Hill ambientado em várias culturas diferentes ao redor do mundo.

Como os títulos anteriores se passavam todos nos Estados Unidos, essa é uma mudança drástica. Mas dentro da narrativa, como isso faz sentido?

Silent Hill é mais do que um lugar

Um título que muitos deixaram passar foi Silent Hill: The Short Messagejogo gratuito lançado para o PS5. Esse título, embora duramente criticado, trouxe algumas informações muito importantes para a lore, com mudanças que impactam a franquia como um todo.

De acordo com Silent Hill: The Short Message, Silent Hill não é uma cidade fixa como muitas acreditavam. O jogo é ambientado na Alemanha e mostra que o fenômeno ‘Silent Hill’ pode acontecer em qualquer lugar do mundo.

Um documento no jogo apresenta o conceito chamado de ‘Fenômeno Silent Hill’.  O documento cita que o nome do evento foi dado em homenagem a um evento semelhante que “ocorreu em uma cidade homônima nos Estados Unidos”, possivelmente fazendo referência aos eventos dos jogos anteriores. Além disso, é revelado que pessoas que passaram por “grande estresse” acabam enxergando uma neblina, com a linha entre ilusão e realidade se desfazendo.

Confira o documento na íntegra:

O Fenômeno Silent Hill

A taxa de suicídio aumentou ao redor do mundo, em grande parte devido às dificuldades causadas pela pandemia de COVID-19, com países ainda incertos sobre a melhor forma de lidar com a questão.

Esses tempos difíceis também deram origem a um fenômeno estranho em muitas regiões: pessoas afetadas afirmam de repente ver neblina mesmo em dias de sol — e perdem a consciência pouco depois.

Isso passou a ser conhecido como o “Fenômeno Silent Hill”, nomeado em referência a um evento semelhante que ocorreu em uma cidade homônima nos Estados Unidos.

O primeiro a propor uma teoria explicando por que isso poderia estar acontecendo é o Dr. XXX, psicólogo social da Universidade XXX, que comentou o seguinte sobre o assunto:

“Para alguém psicologicamente instável, a neblina representa incerteza e ilusões sensoriais. Quando em estado de grande estresse, a visão pode se tornar obscurecida ou em túnel, como se a pessoa estivesse vagando por uma neblina ou névoa densa.”

“A incerteza social ou a apreensão em relação ao futuro se manifesta como neblina, borrando assim as linhas entre ilusão e realidade.”

À medida que o tempo passa, estamos vendo cada vez mais casos do Fenômeno Silent Hill.

Em resposta, o Dr. XXX defende uma rápida reconstrução da sociedade, bem como uma maior ênfase em aconselhamento e cuidados de saúde mental para os jovens.

O que isso significa para a história?

Com o Fenômeno Silent Hill, a possibilidade de pessoas entrarem na cidade assombrada se expande para todo o mundo, em vez de se concentrar em uma única região. Pessoas que passam por grandes estresse e dificuldades agora podem ser levadas a entrar em Silent Hill de qualquer lugar.

 

De acordo com o insider Dusk Golem, o qual vazou a existência do jogo antes do seu anúncio, a história inicial de Silent Hill: The Short Message, que acabou sendo cortada, mostraria que A Ordem dos jogos clássicos teria sobrevivido aos eventos ao se adaptar aos tempos modernos, usando internet para recrutar membros ao redor do mundo. Esses seguidores realizariam rituais em locais já vulneráveis ao sobrenatural — como a vila alemã de The Short Message, marcada por práticas de bruxaria em seu passado — para ancorar o “Outro Mundo” fora dos EUA.

 

Nesses locais, pessoas escolhidas como sacrifícios eram oferecidas ao fenômeno, perpetuando a névoa e a linha borrada entre realidade e ilusão. Assim, o “Fenômeno Silent Hill” não é apenas uma manifestação psicológica, mas também um reflexo direto de forças ocultas que expandem o alcance da cidade maldita. Esses conteúdos acabaram sendo cortados do jogo, então não sabemos se a Konami continua os considerando como canônicos.

 

No entanto, tais acontecimentos devem datar muito antes dos jogos originais, já que Silent Hill f é o primeiro seguindo uma ordem cronológica. Isso significa que acontecimentos como os do “fenômeno Silent Hill” estavam acontecendo bem antes do primeiro jogo da fraquia.

 

Por que a Konami tomou essa decisão?

Com a franquia há muito tempo inativa, a Konami desejava que seu retorno não estivesse preso a um único local. “Crescer a franquia significa que você não pode ambientar tudo em Silent Hill, da mesma forma que Resident Evil deixou Raccoon City”, comentou um dos responsáveis na época.

Fonte: Clique aqui