
Ibovespa despenca com tensão no Oriente Médio, queda de Wall Street e pressão de Petrobras, Itaú e Vale
O Ibovespa (BOV:IBOV) encerrou a quinta-feira (07/05) em forte queda de 2,38%, aos 183.218 pontos, registrando sua pior perda diária desde 12 de março, em um pregão marcado por aversão global ao risco e pressão intensa das blue chips brasileiras. O volume financeiro somou robustos R$ 23,8 bilhões, acima da média móvel dos últimos 50 pregões, refletindo um mercado bastante defensivo diante da piora no cenário geopolítico internacional e da correção em ações de grande peso, como Petrobras (BOV:PETR4 | BOV:PETR3 | NYSE:PBR), Itaú Unibanco (BOV:ITUB4) e Vale (BOV:VALE3 | NYSE:VALE). O contrato futuro do Ibovespa (BMF:INDFUT | BMF:WINFUT) também acompanhou o movimento negativo ao longo do dia, pressionado pela deterioração do humor externo após novas tensões envolvendo o conflito no Oriente Médio.
O mercado brasileiro operou sob forte influência do cenário internacional nesta quinta-feira (07/05), principalmente após reportagem do Wall Street Journal indicar que o governo de Donald Trump pretende retomar o “Projeto Liberdade”, operação militar para escolta de navios no Estreito de Ormuz, reacendendo temores sobre uma escalada do conflito no Oriente Médio. O movimento derrubou os índices norte-americanos Dow Jones (DOWI:DJI), S&P 500 (SPI:SP500) e Nasdaq 100 (NASDAQI:NDX), contaminando o apetite por risco global.
No Brasil, investidores também repercutiram o encontro entre Luiz Inácio Lula da Silva e Trump na Casa Branca, sem anúncio concreto sobre tarifas ou comércio, além da operação da Polícia Federal envolvendo o senador Ciro Nogueira. Na agenda econômica, os pedidos semanais de seguro-desemprego nos EUA vieram abaixo das projeções, enquanto o mercado aguarda o Payroll na sexta-feira (08/05).
Já na China, o minério de ferro seguiu sustentado pela demanda firme por aço, ajudando parcialmente mineradoras. Enquanto isso, os contratos do Brent (CCOM:OILBRENT) saltaram acima dos US$ 101 por barril com o risco geopolítico, ouro (PM:XAUUSD) e prata (PM:XAGUSD) avançaram, e os juros globais subiram, pressionando os ativos brasileiros.
Entre os destaques corporativos da quinta-feira (07/05), a maior pressão negativa veio da Axia, empresa do setor elétrico e de geração de energia, após resultados considerados abaixo das expectativas e anúncio do processo de sucessão do atual presidente. As ações ON recuaram 5,95%, enquanto as PNB despencaram 6,48%. Entre as maiores quedas do Ibovespa apareceram ainda Vamos (BOV:VAMO3), empresa de locação de caminhões, máquinas e equipamentos, com queda de 7,48%, e Rede D’Or (BOV:RDOR3), gigante hospitalar dona de hospitais, laboratórios e serviços médicos, com baixa de 6,47%.
Já entre as ações mais negociadas do pregão estiveram Petrobras (BOV:PETR4 | BOV:PETR3 | NYSE:PBR), referência em petróleo, gás e combustíveis; Itaú Unibanco (BOV:ITUB4), maior banco privado do país em crédito, cartões e investimentos; e Vale (BOV:VALE3 | NYSE:VALE), líder global em minério de ferro e logística mineral. No radar corporativo, investidores ainda se prepararam para a divulgação dos resultados de B3 (BOV:B3SA3), Sabesp (BOV:SBSP3), Magazine Luiza (BOV:MGLU3) e Vivara (BOV:VIVA3) após o fechamento do mercado.
O mercado de juros futuros na B3 teve uma sessão de forte abertura da curva nesta quinta-feira (07/05), com alta de até 8,5 pontos-base nos vértices mais longos, refletindo a pressão vinda dos Treasuries norte-americanos e o aumento da percepção de risco global. Os contratos curtos dos DIs futuros (BMF:DI1FUT | BMF:WINFUT) avançaram de forma moderada, enquanto os vértices médios e longos mostraram estresse mais intenso, indicando preocupação maior com inflação global, petróleo elevado e deterioração do ambiente externo.
O movimento ganhou força após a disparada dos yields das Treasuries de 2 e 10 anos nos EUA e a retomada das tensões no Oriente Médio. O Tesouro Nacional ainda vendeu lotes integrais de LTNs e NTN-Fs, em uma sessão marcada por forte demanda por proteção e reposicionamento na curva brasileira de juros. Já o dólar futuro (BMF:DOLFUT | BMF:WDOFUT) terminou o dia em leve queda de 0,20%, cotado a R$ 4,943, enquanto o índice DXY (CCOM:DXY) avançou 0,11%.
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