
Endividamento das famílias brasileiras bate novo recorde em abril
As famílias brasileiras ampliaram o nível de endividamento em abril, atingindo um novo recorde histórico, segundo levantamento divulgado nesta quinta-feira (07/05) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) mostrou que 80,9% das famílias relataram possuir algum tipo de dívida no período, acima dos 80,4% registrados em março e também superior aos 77,6% observados em abril do ano anterior.
“Os resultados recentes indicam relativa acomodação das condições financeiras das famílias. Embora o endividamento mantenha trajetória de avanço, esse movimento não tem sido acompanhado por deterioração expressiva da inadimplência, que segue relativamente estável, assim como a parcela de famílias sem condições de quitar dívidas em atraso. Além disso, a perspectiva de recuo da inadimplência de longo prazo sugere um perfil de endividamento mais administrável no curto prazo”, apontou o relatório da CNC.
O levantamento considera compromissos financeiros como cartão de crédito, cheque especial, carnês de loja, crédito consignado, empréstimos pessoais, cheque pré-datado e financiamentos de veículos e imóveis. O avanço mostra que o crédito continua sendo amplamente utilizado pelas famílias, mesmo em um ambiente de custo financeiro ainda elevado.
No recorte da inadimplência, o indicador apresentou leve alta, passando de 29,6% em março para 29,7% em abril. Em comparação com abril de 2025, quando o índice estava em 29,1%, o dado revela uma deterioração moderada. Já o percentual de famílias que afirmam não ter condições de quitar débitos em atraso permaneceu em 12,3%, repetindo o resultado do mês anterior.
Entre os consumidores inadimplentes, quase metade possui débitos vencidos há mais de três meses. Ao todo, 49,5% relataram contas em atraso por período superior a 90 dias.
“O tempo médio de atraso estabilizou-se em 65,1 dias pelo terceiro mês seguido, refletindo melhora da renda média que ajuda na regularização financeira”, apontou a CNC.
O aumento do endividamento foi observado em todas as faixas de renda. Entre famílias com rendimento mensal de até três salários mínimos, o percentual subiu para 83,6%. Na faixa entre três e cinco salários mínimos, o indicador avançou para 82,8%. Entre cinco e dez salários mínimos, chegou a 80,1%. Já entre famílias com renda superior a dez salários mínimos, o índice atingiu 70,8%.
Na análise da inadimplência por faixa salarial, a classe média baixa apresentou recuo, enquanto os grupos de renda mais elevada registraram avanço. Esse movimento sugere uma redistribuição da pressão financeira, refletindo custos de crédito ainda altos e ajustes nas condições macroeconômicas.
“O aumento das incertezas no cenário econômico global levou a uma recente revisão quanto ao ritmo de flexibilização da política monetária no Brasil. A percepção dominante atualmente é que, até o fim do ano, os juros caiam menos que o esperado anteriormente. Se confirmado esse cenário, os níveis de endividamento tendem a se manter em patamares elevados por mais tempo”, ponderou o economista-chefe da CNC, Fabio Bentes, em nota.
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