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GPA fecha acordo com credores e pode reduzir dívida de R$ 4,57 bilhões em mais de 50%; ação reage na B3

Grupo Pão de Açúcar (PCAR3) avança em reestruturação financeira com alongamento de prazo, redução de custo da dívida e novo financiamento de até R$ 200 milhões; mercado acompanha impacto no fluxo de caixa e liquidez

O Grupo Pão de Açúcar (BOV:PCAR3) anunciou na noite de terça-feira (05/05) a conclusão da renegociação com credores no âmbito de seu plano de recuperação extrajudicial, envolvendo uma dívida total de R$ 4,57 bilhões. A companhia informou que espera reduzir em mais de 50% o valor das obrigações ao longo do tempo, além de alongar o prazo médio da dívida para 6,4 anos e diminuir o custo financeiro.

O movimento representa um passo relevante na reestruturação financeira do GPA, que vem buscando recuperar sua capacidade de geração de caixa e melhorar sua estrutura de capital. Em um cenário ainda desafiador para o varejo alimentar na bolsa de valores, a renegociação sinaliza um esforço concreto para estabilizar a companhia no curto prazo e criar bases para sustentabilidade no longo prazo.

Entre os principais pontos do plano, destaca-se a reestruturação de debêntures conversíveis em ações no valor de até R$ 1,1 bilhão, além da previsão de um novo financiamento de até R$ 200 milhões. A proposta contou com a adesão de credores que representam 57,49% dos créditos sujeitos ao plano — um percentual suficiente para viabilizar o avanço da reestruturação.

O plano já foi aprovado pelo conselho de administração e será protocolado junto ao Juízo da 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca de São Paulo. Segundo a companhia, a iniciativa permitirá reduzir em mais de R$ 4 bilhões os desembolsos previstos para os próximos dois anos, aliviando significativamente o fluxo de caixa.

Em comunicado, o GPA destacou que a medida “proporcionará liquidez relevante” e permitirá enfrentar simultaneamente os desafios de curto prazo e garantir maior sustentabilidade financeira no longo prazo. A empresa também reforçou que suas operações seguem saudáveis e que está em dia com fornecedores, um ponto importante para manter a confiança na cadeia operacional.

Durante o pregão desta quarta-feira (06/05), as ações do GPA (PCAR3) operam em alta, refletindo a percepção positiva inicial do mercado em relação ao acordo. Por volta das 13h58, os papéis avançavam 1,49%, cotados a R$ 2,73. O ativo abriu o dia em R$ 3,00, atingiu máxima de R$ 3,02 e mínima de R$ 2,73, indicando volatilidade ao longo da sessão conforme investidores avaliam os efeitos práticos da reestruturação no balanço financeiro e no perfil de endividamento da companhia.

O Grupo Pão de Açúcar é uma das maiores companhias do varejo alimentar do Brasil, com atuação por meio de bandeiras como Pão de Açúcar, Extra e Minuto Pão de Açúcar. A empresa compete com grandes players do setor, como Carrefour Brasil e Assaí, e tem focado em eficiência operacional, digitalização e revisão de portfólio de ativos para melhorar sua rentabilidade.

A renegociação da dívida marca um ponto de inflexão importante para o GPA (PCAR3), podendo destravar valor no médio prazo caso a execução do plano seja bem-sucedida. Investidores devem acompanhar de perto os próximos passos da companhia e seus impactos nos resultados trimestrais, alavancagem e geração de caixa.

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