
Dólar fecha em leve alta após atuação do BC, enquanto recua no exterior com expectativa de acordo entre Estados Unidos e Irã
O dólar encerrou a quarta-feira (06/05) com leve alta frente ao real, refletindo um movimento de correção após a queda expressiva da véspera e a atuação do Banco Central no mercado. A paridade Dólar Americano e Real Brasileiro (FX:USDBRL) fechou com avanço de 0,17%, cotada a R$ 4,9207, mantendo ainda um desempenho acumulado negativo no ano. Ao longo do dia, a moeda chegou a operar em baixa, acompanhando o cenário externo, mas inverteu o sinal após intervenções pontuais, mostrando como o fluxo e a atuação institucional ainda têm peso relevante no curto prazo.
No Brasil, o principal vetor do movimento foi o leilão de 10 mil contratos de swap cambial reverso realizado pelo Banco Central logo pela manhã, equivalente à compra de dólares no mercado futuro. Essa estratégia tende a sustentar as cotações, especialmente em um ambiente de redução de posições compradas. Diferentemente de outras ocasiões, não houve operação simultânea de venda de dólar à vista, o chamado “casadão”, o que reforçou o impacto no mercado futuro. Além disso, o dia também trouxe dados positivos de fluxo cambial, com entrada líquida de US$ 9,291 bilhões em abril, revertendo o saldo negativo de março, o que ajudou a dar suporte ao real mesmo diante da alta pontual do dólar.
No exterior, o comportamento foi oposto: o dólar perdeu força frente à maioria das moedas globais, pressionado pelo avanço das expectativas de um possível acordo entre Irã e Estados Unidos para encerrar o conflito no Golfo Pérsico. Esse cenário reduziu a busca por ativos considerados seguros, favorecendo moedas emergentes e enfraquecendo o índice DXY (CCOM:DXY). Declarações do presidente norte-americano Donald Trump reforçando a possibilidade de negociação aumentaram o apetite ao risco global, criando um pano de fundo mais benigno para os mercados — embora o Brasil tenha destoado por fatores internos.
Na bolsa de valores brasileira, o contrato futuro de dólar mais líquido — contrato futuro de dólar (BMF:DOLFUT | BMF:WDOFUT) — para junho avançou 0,19%, cotado a R$ 4,9505, ampliando levemente o prêmio em relação ao dólar à vista. Esse diferencial reflete tanto a atuação do Banco Central quanto o ajuste de expectativas dos investidores diante do cenário externo mais favorável e da recomposição técnica após a queda recente. O mercado futuro segue sendo o principal canal de formação de preço no curto prazo, influenciando diretamente o comportamento do câmbio à vista.
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